Ao começar uma nova campanha o jogador escolhe se vai jogar com um príncipe ou com uma princesa, uma decisão que aparentemente pode ser simples, mas que já mostra o peso das escolhas - o mote principal de "Fable". O protagonista luta para tirar do trono seu irmão, um tirano impiedoso, que faz crianças trabalharem, aumentou os impostos e transformou a vida de todos no reino um verdadeiro inferno. Fica implícito que o jogador deve tomar o seu lugar para se tornar um bom rei e impedir que mais desgraça recaia sobre os moradores de Albion - mas nada impede que o oposto aconteça.
O caminho para o reinado
Novas missões são liberadas conforme o progresso do jogador, como encontrar itens enterrados, acabar com um casamento malsucedido ou capturar um fugitivo. A variedade é enorme e dificilmente os jogadores serão pegos pela monotonia. É altamente recomendado instalar o jogo no disco rígido do X360, pois as idas e vindas entre uma cidade e outra geralmente vem acompanhada por tempos de carregamento - um aborrecimento minimizado com a cópia instalada no HDD.
Os veteranos da série notarão que locais conhecidos de "Fable II" tem aparência deteriorada. Os moradores não são tão amigáveis como antigamente, mas aceitam dançar com o herói no meio da praça e rir de piadas. E sempre podem ser assustados com rugidos e uma espada no pescoço. O sistema de interação retorna, mantendo a opção de desenvolver relacionamentos sérios e criar famílias com crianças e esposa para cuidar.
Há menos opções de interação que no jogo anterior, além de perder a guia de seleção de comandos. Mas a entrada de ações pré-determinadas torna o sistema mais dinâmico.
A maior mudança foi no gerenciamento de itens e poderes do herói. Não existe um menu com lista de tarefas ou com itens que podem ser equipados. Tudo é feito em um cenário, o Santuário, no qual o herói tem que se deslocar para encontrar a melhor arma, a magia que quer usar e as roupas que quer vestir. De certa forma, um personagem usa um portal mágico deslocado do tempo e espaço no qual ele pode trocar de armadura em um piscar de olhos - mesmo no meio de uma luta - parece mais crível do que escolher os itens em um menu fora do jogo.
Os combates são simples e dificilmente causam transtornos aos jogadores, pois não há mais barra de magia nem de vitalidade. Para recuperar a vida basta ficar parado por algum tempo. Essa facilidade nas lutas dá uma confiança extra para os jogadores e desestimula o uso de itens como poções de cura.
O jogador ganha novos poderes conforme adquire seguidores. É possível usar usar esses "pontos de seguidores" para comprar expressões, melhorar habilidades como espadas, magia e armas de longo alcance. Uma alteração bem-vinda e que se encaixa perfeitamente na trama do jogo.
Alguns personagens-chave só entram para a lista de subordinados caso o príncipe prometa fazer certas coisas, como acabar com o trabalho escravo e infantil, investir em melhorias em cidades próximas ou até mesmo proteger um reino aliado. Essas promessas são extremamente importantes e serão cobradas quando o momento certo chegar - e eles chegam a galope.
Rei idolatrado, imperador tirano
Quando todos os seguidores são encontrados, o game parte para a sua segunda parte título - se tornar rei. Isso acontece na metade da aventura e passa ao jogador o peso de liderar uma nação cheia de contrastes e ainda defender Albion de um grande perigo.
Decisões como criar uma escola ou reconstruir uma parte da cidade custam aos cofres públicos - e geralmente não há dinheiro suficiente para fazer atender os desejos e necessidades do povo. O problema nesse ponto é que a maioria das decisões são: faça isso ou aquilo. Usando o exemplo da escola, o dilema é "mandar as crianças para trabalhar em fábricas ou criar uma escola de ponta". Não há meio termo, o que acaba tornando as escolhas ainda mais difíceis - mas quem disse que ser um monarca era uma tarefa fácil?
Nenhum comentário:
Postar um comentário